Skip to content

Chaves para não discutir no verão

Atualizado el02 de agosto de 2017, 16:28

No verão se alteram nossas rotinas e acostumamos a ter muitas mais horas livres para passar com nossos entes queridos e realizar viagens e atividades lúdicas com eles. E ao compartilhar tanto tempo juntos, é inevitável que apareçam ros que podem acabar em discussões tediosas que nos amarguen as férias.

5 DICAS PARA EVITAR OS CONFLITOS

E se tivesse de ferramentas eficazes para não chegar a essas situações de conflito? O psicólogo Jesus Matos apresenta-nos 5 simples recomendações para fazer com que essas férias sejam o mais agradáveis possíveis, sem atritos desagradáveis nem discussões.

1. Explica bem quais são suas expectativas

É importante entender que cada um tem uma série de gostos diferentes. Cada pessoa é um mundo e é difícil que coincidamos em tudo com alguém. E talvez também não é o desejável.

Relacionado com este artigo

SAÚDE PRÁTICA

Por isso, é boa ideia falar sobre nossas preferências. Muitas vezes optamos por nos calar quando os outros propõem um plano que não gostamos e isso, a longo prazo, desgasta as relações.

  • Supera seus medos. A recomendação de Jesus Matos é que você deixe claro, de entrada, o que realmente você gosta de fazer. Assim, os outros saberão o que é importante para você, e será mais fácil que o tenham em conta… ou até mesmo que acabéis escolhendo a sua proposta.

2. Aprenda a ceder em algumas ocasiões

Em geral, os relacionamentos saudáveis são baseados em um intercâmbio igualitário. Costumamos fugir daquelas pessoas que nos exigem que façamos sempre o que elas querem. Fazem-Nos sentir pouco valorizados. Mas se não gostam de ver esta atitude dos outros, devemos aplicar o conto e, às vezes, dar o nosso braço a torcer. Assim, para que os outros nos acompanham realizar atividades que gostamos, temos que dedicar tempo também o que para eles é importante.

  • Uma troca justa. Se você gostaria de receber, você terá que dar primeiro. A boa notícia é que a gentileza e os atos altruístas, sem esperar nada em troca, têm demonstrado ser uma fonte inesgotável de bem-estar.

3. Concorda que há diferentes biorritmos

Para evitar atritos no dia-a-dia, é fundamental compreender que algumas pessoas são mais ativas pela manhã e outras o são pela tarde. Isso pode gerar problemas, principalmente quando vamos viajar juntos. Além disso, alguns precisamos dormir mais e outros precisamos dormir menos.

  • Chega a um acordo. Se você vence o cansaço ou, pelo contrário, o corpo pede mais atividade, etc. Não espere que os outros adivinhem o que quiser. Assim, entendendo as necessidades dos outros e comunicar as nossas, será muito mais fácil chegar a unacuerdo justo para todos.

4. Negocia para que todo mundo ganhe

Uma negociação é um diálogo que busca um ponto no qual as duas partes aproximem posições. O ideal é procurar um modelo em que as duas partes consigam algo.

  • Procura um benefício comum. Foram estudados os diferentes estilos de negociação e os resultados sempre são os mesmos: o modelo que melhor funciona é o de “ganhar-ganhar”. Por exemplo, se alguém quiser ver um filme que a gente não gosta, você pode acessar a acompanhar esta pessoa ao cinema e propor um lugar para comer que goste para nós. Deste modo, todos saímos ganhando e podemos desfrutar de duas atividades acompanhadas.

5. Valoriza tudo o que lhe dá a pessoas

Faça o seguinte exercício: pense nos melhores momentos da sua vida. Quais dessas situações você estava acompanhada? Muito provavelmente, foi assim. E é que quando você compartilha o tempo com seus entes queridos, não precisa de mais para encontrar-te bem.

  • Em momentos de tensão com seus filhos, casal ou com amigos, tenta trazer à sua mente aqueles momentos de felicidade. Desta forma, você vai se lembrar da importância de ter essas pessoas em sua vida e isso se fará ver a situação de outra forma.
  • Investe em felicidade. Se aprendemos a dar a importância necessária às relações pessoais, estaremos investindo na nossa felicidade a curto, médio e longo prazo. E é que, segundo as investigações, as pessoas que têm uma rede social extensa e têm relações “saudáveis” são os mais felizes.

COMO DEIXAR DE DISCUTIR

É importante que, se ocorrer, finalmente, uma discussão, tentemos que a situação não se nos vá de mãos. O psicólogo Jesus Martos nos dá alguns conselhos para que não se enquisten dos conflitos:

  • Procura se recompor um pouco. Se acreditas que vai “explodir”, é melhor que vás dar um passeio a sós por alguns minutos. Respire profundamente, visualizando como entra e sai o ar.
  • Depois, háblalo de forma clara. Quando estiver mais tranquila, trata de explicar a todos os envolvidos por que você se sente mal. Faça-o de forma clara, mas sem fazer censuras, levantar a voz ou culpabilizar.
  • Tenta ouvir a sua versão. Dizer-lhes como você se sente incentivada a empatia pelos outros e será mais fácil do que chegar a entendê-lo. Mas tente você também incluir um logotipo da sua pele.

E é que as discussões com nossos entes queridos nos alteram mais do que podemos imaginar:

  1. Afetam o seu estado anímico. Discutir com seus filhos, seu cônjuge, dos amigos… faz com que você se sinta mal, tanto durante o momento de conflito como depois. Por isso, esta situação repetida pode chegar a estragar suas férias.
  2. E quanto mais discutes menos saúde tem! Um estudo publicado no Health Psychology mostrou que as disputas contínuas entre amigos e familiares aumentou em 38% o risco de sofrer de hipertensão. Algo que, curiosamente, não ocorria se a discussão ocorreu no trabalho.

O Discutes sempre em casal?

As estatísticas indicam que logo após as férias de verão é quando mais separações ocorrem. Quase um terço dos pedidos de divórcio, que são aplicados em Portugal têm lugar no final de agosto, coincidindo com o fim das férias.

E é que os casais que estão em crise podem ver esta época, em que se dedica mais tempo para o casal, como uma boa oportunidade para resolver suas diferenças. Mas muitas vezes não são cumpridas estas expectativas , já que é mais fácil do que em férias destapar problemas latentes que não saem durante o ano, quando há menos convivência.

Tentar melhorar a comunicação com o parceiro, aceitar as diferenças e tentar entendê-las pode evitar esse extremo.

Vote agora